Da esquerda para a direita, Vera Freitas, Luciana Martis Alves e Patrícia Marques Barros
Luciana Martins Alves, coach e consultora de imagem, nos
perguntou o que faz uma mulher ser empoderada? Características físicas e de
personalidade, claro. Quanto às características físicas, é claro que este não é
o aspecto mais importante e cabe a cada uma de nós valorizar nossas
particularidades físicas e aproveita-las do melhor modo possível. Por exemplo,
uma pessoa alta pode ter facilidade para jogar basquete ou vôlei. Já uma pessoa
de baixa estatura pode ter o tipo físico
ideal para praticar ginástica olímpica (ou ginástica artística). Já assisti a
um vídeo de um rapaz de baixa estatura que aproveitava esta característica para
“roubar” a bola do time adversário no basquete, com muita agilidade. E, além de
ágil, ele também era rápido.
Luciana nos contou que o seu marido é diabético e estava
correndo risco de vida. Então ela foi convidada para ser palestrante na IX
Conferência Internacional sobre Síndrome de Turner. “O que eu faço agora? Não me sinto empoderada!”
– foi o que ela pensou na ocasião. Ela fez o possível para ajudar seu marido e a
saúde dele se estabilizou.
A coach de imagem nos contou um pouco sobre a sua vida. Ela
tem ST, é brasileira, carioca, casada com um peruano e atualmente mora no Canadá,
em Quebec. Luciana Martins estudou
Pedagogia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Ela é pós –graduada em Educação Especial pela “Universidad Autonoma de Madrid”. Atualmente Luciana é CEO da empresa IIPSUM em Montreal,
Canada e trabalha como coach e consultora de imagem. Além do português, Luciana fala
espanhol, inglês e francês. Uma cidadâ do mundo! Ela também cursou mestrado e
ainda não concluiu o doutorado, pois não tinha objetos de pesquisa (pessoas entrevistadas)
o suficiente. Ela também nos contou que foi para o Canadá porque já tinha visto
de residência permanente no país. Mas quando ela chegou ao Canadá não tinha o
dinheiro de estadia. Mas ela tinha formação em educação e aconselhamento e
resolveu fazer uso de seus conhecimentos, abrindo sua própria empresa.
Sobre a imagem que faz de si mesma, Luciana nos contou que
se olhava no espelho e pensava: “Pouco a pouco tenho que conviver com esta
imagem”. O que mais importa para ela
hoje em dia é que nós, juntas, criemos o conceito do que é uma mulher
empoderada. Segundo ela, ser uma mulher
empoderada implica em buscar atingir seus objetivos pessoais. Quando alguém tem
uma imagem nítida, forte do que almeja conseguir, persegue este objetivo.
Luciana nos contou que tinha consciência de que era naquele
lugar que deveria estar, na IX Conferência Internacional sobre Síndrome de
Turner. Segundo ela, a ST lhe ofereceu muitas coisas, o empoderamento, um
sentido para a vida: compartilhar com
suas iguais.
Quando pensamos em empoderamento, o que isto envolve? Isto
envolve a maternidade? Para muitas mulheres, sim. Nós, mulheres com Turner,
podemos ser mães. A maioria de nós não
pode ter filhos biológicos. Mas é claro que podemos pensar na hipótese da adoção e
também podemos ser educadoras. Ser educadora
também é uma maneira de exercer a maternidade.
Um exemplo de mulher empoderada? Hillary Clinton, certamente.
Mas é claro que o empoderamento não se refere apenas ao poder político ou
financeiro. É muito mais do que isso. É
ter segurança de si mesma e um propósito para a vida. Ser empoderada também significa assumir quem eu sou e procurar fazer o meu melhor, com minhas qualidades e limitações.
Há muitas maneiras de definir sucesso, o que envolve os
papéis sociais de cada uma de nós, a imagem que a mulher faz de si mesma. E, claro, a independência é importante para o empoderamento da mulher.
Ir a algum lugar sozinha, fazer algo sozinha... Recentemente eu li trechos do
livro “Mas você vai sozinha?”, de Gaia Passareli. São muito interessantes os relatos das
viagens que a autora fez – sozinha!
Luciana citou uma frase de Paulo Freire: “Quando alguém
começa a ler deve ler o mundo que está ao seu redor”. É claro que o
conhecimento nos dá poder e a consciência da sociedade em que vivemos e do
mundo que nos rodeia idem.
É claro que a auto imagem é um aspecto do empoderamento. "Não tenho a aparência de uma modelo e não me interessa ter a aparência de uma "top model". " - disse Luciana. O importante é sentir-se atraente, usar roupas adequadas, cuidar de si mesma... A propósito, nós, mulheres com ST, muitas vezes temos dificuldade para encontrar roupas adequadas para nós. Em outros países existem setores de roupas "Petite" nas grandes lojas de departamentos. Mas no Brasil muitas vezes é difícil encontrar roupas que nos sirvam. Hoje existem campanhas publicitárias com modelos "plus size". Recentemente assisti pela TV a uma matéria sobre um concurso para eleger a "Miss Plus Size". Mas nós, mulheres "mignon", somos esquecidas pelas revistas femininas, pelas confecções de roupas e campanhas publicitárias. Está na hora de uma mudança! Já passou da hora!
É claro que a auto imagem é um aspecto do empoderamento. "Não tenho a aparência de uma modelo e não me interessa ter a aparência de uma "top model". " - disse Luciana. O importante é sentir-se atraente, usar roupas adequadas, cuidar de si mesma... A propósito, nós, mulheres com ST, muitas vezes temos dificuldade para encontrar roupas adequadas para nós. Em outros países existem setores de roupas "Petite" nas grandes lojas de departamentos. Mas no Brasil muitas vezes é difícil encontrar roupas que nos sirvam. Hoje existem campanhas publicitárias com modelos "plus size". Recentemente assisti pela TV a uma matéria sobre um concurso para eleger a "Miss Plus Size". Mas nós, mulheres "mignon", somos esquecidas pelas revistas femininas, pelas confecções de roupas e campanhas publicitárias. Está na hora de uma mudança! Já passou da hora!
A coach e consultora de imagem nos contou que hoje em dia se olha no
espelho e diz para si mesma: “Sou a mulher mais bonita, mais empoderada do
mundo!” Então ela nos perguntou: “Você se considera empoderada?” Todas nós
respondemos em coro: “Sim!” “Assim é!” –
finalizou ela.

Nenhum comentário:
Postar um comentário