16 dezembro 2013

Idade adulta

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Eu tive muitas dificuldades durante a minha vida. Profissionalmente as coisas não foram fáceis para mim até que eu consegui passar em um concurso público para trabalhar como técnica judiciária na Justiça Federal. Orei, dizendo a Deus que queria trabalhar, queria ser útil. E de uma maneira honesta, é claro. Eu tive que perseverar e me esforçar, estudei muito. Apesar das dificuldades, sempre acreditei que as coisas melhorariam.

Acabei me tornando mais retraída, talvez porque hoje eu tenha noção de rídiculo. Pode ser que hoje eu não seja tão espontânea quanto no passado porque a minha autoestima na verdade não está muito boa... Para lidar com isso estou estudando teatro.

Quanto à minha vida amorosa, passei por várias decepções, mas também tive alguns namorados que gostavam de mim. Acho que o Universo estava querendo me mostrar que eu posso ser amada. Mas aqueles homens tinham problemas e aqueles relacionamentos terminaram.

Tive que trabalhar a minha autoestima e aprender a ser mais amorosa... Eu não queria mais tudo o que vem da carência… Uma pessoa carente acaba se magoando ou fazendo sofrer quem está ao seu lado. A carência leva a más escolhas… Orei, dizendo a Deus que eu não queria magoar ninguém e também não queria mais sofrer. Eu queria ser feliz e fazer alguém feliz, queria amar e ser amada. Eu também aprendi que, em se tratando de relacionamentos românticos, é importante escutar o coração, saber se há atração… Mas também é preciso escutar a razão. Afinal, é essencial que um(a) bom(a) companheiro(a) tenha qualidades como ser humano, não é verdade?

Depois que fiz esta oração não demorou muito para que eu conhecesse o meu marido. É claro que o nosso relacionamento não é perfeito, pois isso não existe. Nós discutimos e temos nossos problemas como qualquer outro casal. E eu tenho muito o que evoluir como ser humano... A jornada continua.

Adolescência

10:26 0 Comments


Durante a adolescência eu não soube aproveitar o apoio que tive. Quando eu tinha cerca de 12 anos escrevi bobagens no meu diário... Eu escrevi que era feia e assim por diante. Tive uma boa amiga que leu o que escrevi e tentou elevar a minha moral. Ela dizia coisas como: "Não ande olhando para baixo, empine o nariz." Não pude absorver o que ela disse, não tinha maturidade para isso. 

Quando eu tinha 18 anos passei por um período de séria depressão, pois pensava que não encontraria um amor. Que bobagem... Eu não conseguia enxergar que tive oportunidades para paquerar ou namorar... A depressão é assim... Fiz terapia por um longo período para trabalhar a minha autoestima.

Durante a minha vida ouvi muitas coisas negativas... Não acho necessário narrar o que escutei... Felizmente não sofri "bullying" na escola. Além dos comentários desagradáveis, eu sempre senti "no ar" que era considerada "diferente".

Naquela época eu me isolei mais... Eu me refugiava nos meus livros e discos. Apesar disso, eu ainda era exibida, gostava de cantar e de me apresentar no teatro do colégio. Aos poucos fui mudando...

Para mim a adolescência foi a "noite escura da alma". Eu sei que muitas pessoas descreveriam essa fase de maneira semelhante, mas a adolescência passa, como tudo passa...

Minha infância

10:23 0 Comments


Eu nasci em 1972. Tive um parto difícil. Quando nasci, estava com o cordão umbilical enrolado no pescoço e foi necessário o uso de “fórceps”. Por um rápido momento eu não consegui respirar. Segundo um ex-terapeuta meu, eu não queria vir para esta existência, não com este corpo.

Eu sempre soube que era menor que as outras crianças. Por incrível que pareça, desde tenra idade eu já tinha preocupações com o futuro. Eu me perguntava: “Eu vou me casar? Eu vou conseguir um emprego?" Minhas preocupações acabaram se revelando bobagens...

Eu era uma menina nervosa, sentia uma certa angústia, mas tinha a espontaneidade, a autenticidade que toda criança tem. Eu era extrovertida, estava sempre cantando, dançando.

Fui diagnosticada com síndrome de Turner quando criança. As únicas características que tenho associadas à síndrome são baixa estatura, infertilidade e rins em forma de ferradura. Eu fui medicada, mas só pude usar hormônio do crescimento quando tinha mais de 16 anos. Na época eu cresci pouco.

Sempre gostei de ler e, aos oito anos, comecei a escrever poesias e pequenas histórias. Uma das coisas que mais gostava de fazer era brincar de teatro. Eu cantava junto ao escutar os discos antigos dos meus pais e inventei uma pequena novela musical...

Claro que eu tinha brilho! Eu tive três namorados de infância. Um deles até me pediu em casamento! (Risadas)

Nem tudo eram flores. No jardim de infância fui colocada na turma de crianças menores, por preconceito. Então meus pais decidiram me matricular em outra escola. Eu era uma garota agitada, então fazia minhas tarefas rapidamente para ir brincar. Uma professora despreparada disse para a minha mãe que eu tinha problemas motores e ela ficou muito preocupada. Eu fiz um eletroencefalograma e os resultados foram normais. Infelizmente muitos professores não estão preparados para lidar com alunos que têm problemas.

Bem, as dificuldades que passei na pré-escola não deixaram sequelas, pelo menos não aparentemente. Durante toda a minha vida escolar fui uma aluna de desempenho mediano.

Autoestima nas alturas, pessoal!