17 dezembro 2013
16 dezembro 2013
Eu
tive muitas dificuldades durante a minha vida. Profissionalmente as
coisas não foram fáceis para mim até que eu consegui passar em um
concurso público para trabalhar como técnica judiciária na Justiça
Federal. Orei, dizendo a Deus que queria trabalhar, queria ser útil.
E de uma maneira honesta, é claro. Eu tive que perseverar e me
esforçar, estudei muito. Apesar das dificuldades, sempre acreditei
que as coisas melhorariam.
Acabei me tornando mais retraída, talvez porque hoje eu tenha noção de rídiculo. Pode ser que hoje eu não seja tão espontânea quanto no passado porque a minha autoestima na verdade não está muito boa... Para lidar com isso estou estudando teatro.
Acabei me tornando mais retraída, talvez porque hoje eu tenha noção de rídiculo. Pode ser que hoje eu não seja tão espontânea quanto no passado porque a minha autoestima na verdade não está muito boa... Para lidar com isso estou estudando teatro.
Quanto
à minha vida amorosa, passei por várias decepções, mas também
tive alguns namorados que gostavam de mim. Acho que o Universo estava
querendo me mostrar que eu posso ser amada. Mas aqueles homens tinham
problemas e aqueles relacionamentos terminaram.
Tive
que trabalhar a minha autoestima e aprender a ser mais amorosa... Eu
não queria mais tudo o que vem da carência… Uma pessoa carente
acaba se magoando ou fazendo sofrer quem está ao seu lado. A
carência leva a más escolhas… Orei, dizendo a Deus que eu não
queria magoar ninguém e também não queria mais sofrer. Eu queria
ser feliz e fazer alguém feliz, queria amar e ser amada. Eu também
aprendi que, em se tratando de relacionamentos românticos, é
importante escutar o coração, saber se há atração… Mas também
é preciso escutar a razão. Afinal, é essencial que um(a) bom(a)
companheiro(a) tenha qualidades como ser humano, não é verdade?
Depois
que fiz esta oração não demorou muito para que eu conhecesse o meu
marido. É claro que o nosso relacionamento não é perfeito, pois
isso não existe. Nós discutimos e temos nossos problemas como
qualquer outro casal. E eu tenho muito o que evoluir como ser
humano... A jornada continua.
Durante
a adolescência eu não soube aproveitar o apoio que tive. Quando eu tinha
cerca de 12 anos escrevi bobagens no meu diário... Eu escrevi que
era feia e assim por diante. Tive uma boa amiga que leu o que escrevi
e tentou elevar a minha moral. Ela dizia coisas como: "Não ande
olhando para baixo, empine o nariz." Não pude absorver o que
ela disse, não tinha maturidade para isso.
Quando
eu tinha 18 anos passei por um período de séria depressão, pois
pensava que não encontraria um amor. Que bobagem... Eu não
conseguia enxergar que tive oportunidades para paquerar ou namorar... A depressão
é assim... Fiz terapia por um longo período para trabalhar a minha
autoestima.
Durante
a minha vida ouvi muitas coisas negativas... Não acho necessário
narrar o que escutei... Felizmente não sofri "bullying" na
escola. Além dos comentários desagradáveis, eu sempre senti "no
ar" que era considerada "diferente".
Naquela
época eu me isolei mais... Eu me refugiava nos meus livros e discos.
Apesar disso, eu ainda era exibida, gostava de cantar e de me
apresentar no teatro do colégio. Aos poucos fui mudando...
Para
mim a adolescência foi a "noite escura da alma". Eu sei
que muitas pessoas descreveriam essa fase de maneira semelhante, mas
a adolescência passa, como tudo passa...
Eu
nasci em 1972. Tive um parto difícil. Quando nasci, estava com o
cordão umbilical enrolado no pescoço e foi necessário o uso de
“fórceps”. Por um rápido momento eu não consegui respirar.
Segundo um ex-terapeuta meu, eu não queria vir para esta existência,
não com este corpo.
Eu
sempre soube que era menor que as outras crianças. Por incrível que
pareça, desde tenra idade eu já tinha preocupações com o futuro.
Eu me perguntava: “Eu vou me casar? Eu vou conseguir um emprego?"
Minhas preocupações acabaram se revelando bobagens...
Eu
era uma menina nervosa, sentia uma certa angústia, mas tinha a
espontaneidade, a autenticidade que toda criança tem. Eu era
extrovertida, estava sempre cantando, dançando.
Fui
diagnosticada com síndrome de Turner quando criança. As únicas
características que tenho associadas à síndrome são baixa
estatura, infertilidade e rins em forma de ferradura. Eu fui
medicada, mas só pude usar hormônio do crescimento quando tinha
mais de 16 anos. Na época eu cresci pouco.
Sempre
gostei de ler e, aos oito anos, comecei a escrever poesias e pequenas
histórias. Uma das coisas que mais gostava de fazer era brincar de
teatro. Eu cantava junto ao escutar os discos antigos dos meus pais e
inventei uma pequena novela musical...
Claro
que eu tinha brilho! Eu tive três namorados de infância. Um deles
até me pediu em casamento! (Risadas)
Nem
tudo eram flores. No jardim de infância fui colocada na turma de
crianças menores, por preconceito. Então meus pais decidiram me
matricular em outra escola. Eu era uma garota agitada, então fazia
minhas tarefas rapidamente para ir brincar. Uma professora
despreparada disse para a minha mãe que eu tinha problemas motores e
ela ficou muito preocupada. Eu fiz um eletroencefalograma e os
resultados foram normais. Infelizmente muitos professores não estão
preparados para lidar com alunos que têm problemas.
Bem,
as dificuldades que passei na pré-escola não deixaram sequelas,
pelo menos não aparentemente. Durante toda a minha vida escolar fui
uma aluna de desempenho mediano.
Autoestima
nas alturas, pessoal!



